em Marrocos, a arqueologia como alavanca de influência


RELATÓRIO – O sítio arqueológico de Chellah, não muito longe de Rabat, revela uma cidade antiga que pertencia inteiramente ao mundo mediterrânico.

Das suas paredes alaranjadas, a Necrópole Marinídea do sítio arqueológico de Chela, em Marrocos, domina a lagoa. As paredes do palácio real de Rabat estendem-se a poucos metros de distância e vinte arqueólogos trabalham aos seus pés. Há 2.000 anos, no seu lugar existia um complexo termal entre os maiores do Norte de África, ligado à cidade romana de Sala (junto à qual foi construída a actual capital). Descoberto em 2023, desde então equipas do Instituto Nacional de Arqueologia e Ciências do Património (INSAP) têm escavado o local todos os anos. Em apenas algumas campanhas, ele já entregou o que poderia se tornar um dos melhores conjuntos antigos do Norte da África.

Para o rei de Marrocos, Mohammed VI, a arqueologia representa uma verdadeira alavanca de influência. Uma rápida visita a Rabat confirma esta vontade das instituições de promover o seu passado. Vista para o mar, a poucos passos do cemitério marítimo, permanece Ribat Bani Targhaprimeiro-ministro…

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