A Escócia teve sorte de perder apenas por 3 a 0, já que Vinicius Jr inspirou o Brasil. rasgado… A aposta de Steve Clarke falhou e dois erros individuais poderiam tê-los levado para casa, escreve RIATH AL-SAMARRAI


Se Steve Clarke estava preocupado com a derrota, então ele deveria evitar esperar algo positivo na Escócia, que sofreu uma derrota por apenas 3 a 0 em Miami. O fato de o Brasil não ter marcado mais gols é uma espécie de milagre na Copa do Mundo.

Eles venceram a Escócia, arrastaram-nos de pilar a poste em um empate que muitas vezes parecia um total descompasso e terminou com Clarke suando muito para avançar para a fase de mata-mata.

Mas ele sabe o quanto poderia ter sido pior, já que dois gols de Vinicius Jr. e o terceiro de Matheus Cunha foram o mínimo que o Brasil mereceu naquela noite. Das 21 chances que foram para o lado de Carlo Ancelotti, poderiam ter havido cinco ou seis em outra ocasião, o que demonstra tanto o talento do ataque brasileiro quanto a incapacidade dos escoceses de se protegerem.

Resumindo, eles tiveram sorte de não ter sido mais e têm sorte de ter tantos fãs aproveitando o passeio. Sem uma festa tão jovial, a investigação sobre a abordagem de Clarke neste torneio teria sido muito mais dura, especialmente à luz de como eles facilitaram as coisas para o Brasil na forma de gols calamitosos sofridos.

Estudar a forma como Scott McKenna e Andy Robertson distribuíram os dois primeiros golos foi ver uma equipa falhar no objectivo principal da noite – não fazer nada estúpido. Não torne isso fácil para você. Não imploda.

Eles ficaram para trás nesses testes importantes e em outros. Aqui o Daily Mail Sport discute os detalhes…

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A derrota da Escócia para o Brasil deixa em risco suas esperanças de avançar para as oitavas de final

QUALIDADE ESTRELA

Antes de avaliarmos a derrota, vejamos os vencedores. O ataque do Brasil foi excelente, mas por um detalhe: eles deveriam ter marcado muito mais. O melhor do grupo foi Vinicius Jr., que teve uma temporada bastante difícil no Real Madrid, mas foi diabólico aqui.

Sua vitória sobre Angus Gunn no primeiro gol foi uma clássica magia brasileira rápida. Seu segundo, um cabeceamento, foi menos típico, mas ele também teve um excelente chute anulado no meio, após uma decisão duvidosa do VAR de que ele havia cometido falta em Jack Hendry. Uma chamada ridícula na minha opinião.

Algumas chances perdidas negaram-lhe o hat-trick, mas agora ele tem quatro gols no torneio e com certeza conseguirá mais.

MELHORES INTENÇÕES E MÁS RESULTADOS

Até certo ponto, Clarke deu aos torcedores escoceses o que eles queriam – um time mais ofensivo e uma dica de que estava disposto a tentar algo um pouco diferente. Isso significou quatro mudanças em seu onze inicial, sendo a mais infeliz a escolha de Scott McKenna no meio-campo.

Essa sabedoria foi facilmente debatida antes que as coisas ficassem feias – ele não havia jogado um minuto no torneio, então jogá-lo contra o Brasil sempre seria uma aposta ousada. Sua bola perdida em Andy Robertson deu a Vinicius Jr. seu primeiro gol em seis minutos e parecia tímido a partir de então.

A mudança que atraiu mais apoio foi a destituição de Ben Gannon-Doak, cuja representação contra Marrocos despertou tanta antipatia por Clarke. Ele foi a centelha deles contra o Haiti. Eles estavam mais dispostos a fugir, então por que você mexeu com isso?

É aqui que Gannon-Doak sempre achou mais difícil. Ele tentou – ninguém tentou mais dribles que os três da ponta direita no primeiro tempo –, mas Douglas Santos venceu o duelo.

Quanto a Lawrence Shankland, contratado por Che Adams como atacante solitário, o resultado foi desanimador. Seus 28 toques foram de longe o menor número de qualquer jogador escocês a jogar mais de 10 minutos, o que revela tanto a falta de serviço criativo quanto a qualidade excepcional de Marquinhos e Gabriel Magalhães. Os zagueiros do Brasil o sufocaram, mas mesmo ele forneceu um alvo praticamente estacionário.

Talvez a maior preocupação de Clark, além do óbvio, fosse a aparência desorganizada de sua unidade reconfigurada. Os dois primeiros gols, assim como o que o VAR anulou entre eles para Vinicius Jr., falaram de uma defesa presa entre noções de jogo pela defesa e bom senso.

Um erro terrível do escocês Scott McKenna (à direita) deu ao Brasil uma vantagem inicial em Miami

Um grande alívio para os escoceses ocorreu quando Vinicius Jr. seu segundo gol foi anulado pelo VAR

EM DEFESA DE CLARKE…

Este argumento não é fácil por todas as razões acima. Mas este também foi um jogo dominado por erros individuais horríveis. Clarke errou passe de Rayan para o primeiro gol e errou cruzamento de Bruno Guimarães para o segundo. Esse foi Angus Gunn, complementado por uma marcação ruim de Nathan Patterson, que fez Vinicius Jr. ser visto como uma ameaça que vale a pena assistir.

O adiamento do VAR para Jack Hendry não deve desviar a atenção do que foi outro lapso flagrante. A decisão de fazer falta em Vinicius Jr. foi terrivelmente branda, mas se o gol tivesse sido 1 a 0 estaríamos falando da decisão absurda do zagueiro de segurar a bola enquanto o furioso brasileiro o perseguia.

A questão é se Clarke insistiu que eles estavam construindo a partir da defesa. Se o fizesse, seria tão culpado quanto eles.

CAOS E A CRUZ

A beleza do Brasil e de seu arco-íris de cores de ataque é que eles podem causar estragos. Eles fizeram isso aqui, principalmente através de Vinicius Jr. e Matheus Cunha, mas também de Bruno Guimarães das profundezas. Guimarães foi uma peça fundamental no gol de Cunha, que incluiu um passe de um toque pelo meio antes de o jogador do Newcastle acertar Hendry no momento em que jogou contra o atacante do Manchester United.

Começamos a desconfiar do meio-campo do Brasil e provavelmente voltaremos a ter essa impressão à medida que o torneio avança, mas Guimarães e Casemiro acertaram bem contra a Escócia.

O único desarme certeiro de Casemiro sobre John McGinn no primeiro tempo foi atraente, mas seu desempenho defensivo mais amplo matou vários lances da Escócia na fonte. Foi uma reviravolta depois de dificuldades nos dois primeiros jogos. Para reiterar, haverá desafios mais difíceis pela frente para o jogador de 34 anos.

O extremo do Bournemouth, Rayan, merece uma menção especial. Ele foi excelente no lado direito do tridente brasileiro. A sua defesa marcou o primeiro golo e foi também uma bela pena na internacionalização de Carlo Ancelotti – houve muitos momentos difíceis numa exibição onde investidas e desafios fizeram a diferença.

Rayan foi excelente para o Brasil no lado direito do ataque na vitória em Miami

O FATOR NEYMAR

Além da versão da Flor da Escócia, os aplausos mais fortes vieram da entrada de Neymar aos 75 minutos. Foi sua primeira aparição pelo Brasil em 981 dias e ele pouco fez em seu tempo em campo, mas todo mundo gosta de ver uma estrela e ele pertence a esse grupo, mesmo que tenha dificuldade para encontrar uma vaga significativa neste ataque.

A sua contribuição mais provável na fase a eliminar será como suplente – uma ameaça que a Inglaterra poderá enfrentar mais tarde no torneio.

PROCURE POSITIVOS FINOS

Não houve muitos para a Escócia, mas aqui estão alguns. Não conseguiram marcar um único remate à baliza frente a Marrocos, mas conseguiram cinco aqui, todos na segunda parte. Houve dois naquela curta explosão para Scott McTominay, que ainda parece uma versão desbotada de si mesmo na Copa do Mundo.

O outro positivo foi Gunn, que se recuperou de envolvimento no gol para fazer 2 a 0 com boas defesas de Vinicius Jr. e Ryan.

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