“De agora em diante, quando trabalharmos a história da França, incluímos também a pré-história”
ENTREVISTA – O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas reflete sobre os doze anos à frente da instituição, voltando especialmente ao extraordinário canteiro de obras de Notre-Dame.
Dominique Garcia, presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (Inrap), termina o mandato no início do próximo ano letivo. Publicou com Éditions de l’Observatoire uma obra com tom de avaliação na coleção “Le Jour J”. Ele apresenta sua visão da disciplina em plena transformação. Uma viagem ao mundo do Mediterrâneo que nos leva dos primeiros povos ao incêndio de Notre-Dame.
LE FÍGARO. – Você começa seu livro mencionando o incêndio em Notre-Dame. Porém, sua jornada como arqueólogo começa muito antes disso. Porquê esta escolha?
DOMIQUE GARCIA. – Para todos nós foi um acontecimento que me marcou profundamente e mostrou que o Inrap sabe lidar com situações de emergência: responder às emoções e enriquecer o conhecimento do local. O princípio desta coleção é que você escolha “o dia em que você se tornará”. Para mim não existiu esse dia, mas sim aprendizados, encontros e experiências. No que eu estava interessado…