Em Landivisiau, a bordo do “porta-aviões de granito” onde os marinheiros treinam no céu


REPORTAGEM – Na ponta da Bretanha, a base aérea naval é a empresa-mãe dos franceses que iniciou caças desde a década de 1960 e agora abriga três flotilhas Rafale.

Podemos ser a força mais ágil que existe, atuando além de distâncias e fronteiras, mas precisamos de uma base, de um alicerce. Saltando de um mar para outro, à deriva em azuis distantes, os caças da aviação naval francesa regressam sempre a Landivisiau, enquanto nós regressamos a Ítaca. Ali, perto da ponta do Bretão, o “porta-aviões de granito” permanece inalteravelmente ancorado.

Antes da década de 1960, só existiam pântanos no coração deste país agreste de Leão. Por aqui navegamos mais do que voamos. No entanto, foi aqui que, em Fevereiro de 1965, Charles de Gaulle inaugurou a BAN (base aeronáutica naval), cuja construção tinha sido decidida três anos antes. Naquela época, a Marinha ordenou aos seus porta-aviões Foch etc. Clemenceaucom sede em Brest. Portanto, a localização faz sentido. Mas porquê ficar agora em terras bretãs, quando o porto de origem do porta-aviões Carlos de Gaulle não Brest, mas Toulon?

Vista do céu e a 800 km/h, a geografia encolhe…

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