Presidente do Irã admite que enfrenta guerra em grande escala contra os EUA


Jacarta

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o seu país enfrenta atualmente uma “guerra em grande escala” com os Estados Unidos (EUA). Segundo ele, o governo e a sociedade devem estar preparados para enfrentar as diversas consequências deste conflito, especialmente no sector económico.

Relatado AFPna terça-feira (21/7/2026), Pezeshkian fez essa declaração ao se reunir com autoridades judiciais em Teerã na segunda-feira (20/7).

“A realidade é que hoje a República Islâmica do Irão está envolvida numa guerra em grande escala”, disse Pezeshkian numa declaração oficial do presidente.

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Ele acrescentou que o Irão deve ser realista sobre a situação que enfrenta.

“Temos que ser realistas e aceitar as consequências naturais desta resistência”, continuou.

Pezeshkian acredita que o maior desafio que o Irão enfrenta actualmente não é apenas no domínio militar, mas também no domínio económico.

“O principal campo de batalha agora é a economia e os meios de subsistência das pessoas”, disse ele.

Ele alertou que as crescentes pressões económicas poderiam desencadear o descontentamento público. Segundo ele, se esta condição se espalhar, o apoio público ao Estado poderá diminuir.

“Se as pressões económicas causarem o aumento do descontentamento social e este descontentamento se espalhar, o enorme capital social que as pessoas construíram para apoiar o Estado pode ser danificado”, disse ele.

O Irão enfrenta uma pressão económica cada vez mais severa após a escalada do conflito com os Estados Unidos. Em Junho do ano passado, a inflação anual no país subiu para quase 90 por cento. Os dados de inflação de julho ainda não foram publicados.

No final de Dezembro do ano passado, os protestos inicialmente desencadeados pelo elevado custo de vida transformaram-se em manifestações antigovernamentais em grande escala. A ação atingiu seu ápice nos dias 8 e 9. Janeiro.

O governo do Irão afirma que mais de 3.000 pessoas morreram nos distúrbios e atribui a violência a “atos de terrorismo” orquestrados pelos Estados Unidos e Israel.

Entretanto, uma série de organizações não governamentais (ONG) sediadas fora do Irão estimam que o número de mortos devido aos distúrbios seja muito mais elevado.

(Azh/Azh)



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