“O esforço combinado de pesquisa entre física e biologia não tem precedentes!”
A ENTREVISTA – Marcel Babin, diretor da missão científica Tara Polaris I e oceanógrafo do Laboratório Internacional de Pesquisa Takuvik, explica as especificidades da missão que partiu de Lorient neste domingo para explorar o Ártico.
O Estação polar Tara deixou Lorient neste domingo para passar o inverno no gelo do Pólo Norte. Seu diretor científico, oceanógrafo da Universidade Laval (Canadá) e do CNRS, descreve detalhadamente os objetivos da missão.
LE FÍGARO. – Tara Polaris I faz parte de uma longa linha de projetos de pesquisa no Ártico…
MARCEL BABIN. – Houve inúmeras expedições para explorar o Pólo Norte durante o século 20e século, mas a verdadeira explosão dos esforços de investigação científica ocorreu por volta dos anos 2000, alimentada por mudanças observadas por satélites, que começaram em 1979. A comunidade científica conseguiu recolher amostras em grande escala e obter um sinal muito claro sobre o derretimento do gelo marinho. Não era um assunto antes.
Foram realizadas missões de grande porte, como Sheba (Estados Unidos) em 1997 e 1998, com estação flutuante; uma missão mais multidisciplinar liderada pelo Canadá no Mar de Beaufort em 2003; programa Mozaik 1999.