Na Colômbia, Gustavo Petro defendeu seu histórico antes de entregar o poder a de la Espriella
TESTE – O Dia da Independência da Colômbia, 20 de julho, viu o presidente cessante proferir dois longos discursos, entre a defesa do seu histórico e a denúncia da fraude eleitoral, enquanto o seu sucessor, Abelardo de la Espriella, cuja legitimidade contestava, desfilava em Medellín.
Dia dos símbolos e contradições: hoje 20 de julho de 216e aniversário do “Grito de Independência”, dois colombianos marcharam de costas. Em Bogotá, Gustavo Petro orquestrou sua despedida do poder que entregará no dia 7 de agosto. Em Medellín, Abelardo de la Espriella, eleito em 21 de junho, ofereceu seu próprio desfile militar na terra conquistada. A rivalidade vai até o bestiário: ao “Tigre”, apelido escolhido pelo presidente eleito, aquele que saiu respondeu vestindo uma camiseta preta quando a gravata foi retirada, “Somos a terra da onça”“somos a terra da onça”.
Petro transferiu, pela primeira vez, o desfile para Ciudad Bolívar, um subúrbio popular da capital. Ali, diante de uma multidão cantando “Ele está voltando!” »ele abriu o discurso de quase duas horas com um gesto: entregando o chapéu de Carlos Pizarro, líder da guerrilha M-19 morto em 1990 após a assinatura da paz, para sua filha, a senadora Maria José Pizarro. A relíquia…