Espanha será o segundo país da Europa onde os preços das casas mais crescerão este ano

Os preços da habitação continuarão a acelerar em Espanha nos próximos anos. A agência de classificação S&P Global Ratings prevê que os preços do imobiliário aumentem 9,1% em 2026, o que tornaria Espanha o segundo país europeu com maior aumento, atrás apenas de Portugal (10%). Também prevê que liderará o crescimento dos preços entre 2027 e 2029.

As previsões, publicadas esta segunda-feira, colocam Espanha bem acima da taxa esperada para o conjunto da Europa, onde o aumento médio rondará os 4% este ano e moderará para 3% em 2027, percentagens que o colocarão como o mercado residencial com maior crescimento entre os doze países europeus analisados, seguido da Polónia e de Portugal.

Embora a agência S&P tenha reduzido a previsão para Espanha em duas décimas face à feita em fevereiro, mantém uma perspetiva claramente otimista para o mercado residencial espanhol. Em contrapartida, reviu em alta em três pontos as estimativas para Portugal, que será o país onde os preços mais subirão este ano.

Emprego, salários e imigração continuam a impulsionar a procura

O estudo atribui o comportamento do mercado espanhol a vários factores que continuam a alimentar a procura. Entre estes destacam-se a forte criação de emprego, o crescimento dos salários e o aumento da imigração, elementos que reforçaram o poder de compra de muitos cidadãos enquanto a oferta de habitação continua insuficiente.

Soma-se a isso as barreiras administrativas que, segundo a S&P, retardam o desenvolvimento de novas obras e dificultam a resposta da construção ao aumento da procura. Neste sentido, a agência considera que, embora diferentes países europeus – entre eles a Espanha – tenham lançado iniciativas políticas para aumentar a oferta habitacional, os efeitos levarão anos a tornar-se visíveis, enquanto a escassez de produtos persistirá.

A queda nas taxas de juros hipotecários continuará a impulsionar os preços

No conjunto da Europa, a S&P prevê que a descida das taxas de juro hipotecárias continuará a apoiar a evolução do mercado imobiliário nos próximos anos, embora alerte que o elevado desemprego em alguns países e a fraca confiança dos consumidores funcionarão como factores de contenção.



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